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Conselheira escolar demitida por rejeitar ideologia trans será indenizada

16 de abril de 2026

Um distrito escolar do estado de Indiana concordou em pagar quase US$ 200 mil para encerrar uma ação movida pela conselheira escolar Kathy McCord, demitida após se posicionar publicamente contra uma política relacionada à identidade de gênero de estudantes.

McCord processou a South Madison Community School Corporation após sua demissão. Ela afirmou que se recusou a seguir uma diretriz que orientava funcionários a não informar os pais quando alunos passassem a se identificar com o sexo oposto no ambiente escolar.

O acordo para encerramento do processo foi apresentado na segunda-feira ao Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Indiana, na divisão de Indianápolis. As partes concordaram com o pagamento de US$ 195 mil em custos e honorários legais. Segundo informações divulgadas pela imprensa local, a política em questão já havia sido revogada após mudanças na legislação estadual.

A conselheira foi representada pela Alliance Defending Freedom (ADF). O conselheiro sênior da entidade, Vincent Wagner, comentou o caso em comunicado. “Nenhum americano deveria ser demitido por expressar suas crenças, especialmente não uma educadora falando em sua capacidade pessoal, em seu próprio tempo e por preocupação com seus alunos”, afirmou.

Wagner acrescentou que a conselheira defendia maior transparência entre escolas e famílias. “Kathy sabe que as crianças têm melhor desempenho quando escolas e pais trabalham juntos. Mas South Madison deixou os pais no escuro. É lamentável que ela tenha passado por três anos de litígio para chegar a este ponto, mas estamos satisfeitos com este resultado”, declarou.

Em 2021, o distrito escolar implementou um documento chamado “Plano de Apoio à Identidade de Gênero”, que orientava funcionários a utilizar nomes e pronomes escolhidos pelos alunos. A política também previa que essas informações poderiam ser mantidas em sigilo, caso o estudante solicitasse.

A posição de McCord sobre o tema foi divulgada em 2022, em uma reportagem do Daily Signal. Em março de 2023, o conselho escolar decidiu pela demissão da conselheira após suas manifestações públicas.

Após a dispensa, a ADF ingressou com ação judicial em nome de McCord em maio daquele ano. Na petição, a organização afirmou que a conselheira foi punida por exercer direitos constitucionais. “South Madison demitiu a Sra. McCord por exercer seus direitos constitucionais. E mesmo antes dessa retaliação, a obrigou a expressar um ponto de vista que viola sua religião”, declarou.

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