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Cuba prendeu adolescente cristão sem provas, diz Portas Abertas

24 de abril de 2026

O adolescente Jonathan Muir Burgos, de 16 anos, completou um mês em detenção no dia 13 de abril de 2026, após ser preso por autoridades de Cuba sem apresentação pública de provas formais. O jovem é filho do pastor Elier Muir Ávila e permanece sob custódia enquanto organizações de direitos humanos apontam possíveis violações legais e religiosas no caso.

Jonathan foi detido junto com o pai após ambos serem acusados de participação em protestos contra o governo em março. Após interrogatório, Elier Muir Ávila foi liberado, enquanto o adolescente continuou preso, mesmo sem evidências claras de envolvimento em atos ilegais.

Em 2 de abril, o Ministério Público cubano formalizou acusações contra o jovem e determinou prisão preventiva, considerada a medida mais rigorosa no sistema jurídico do país, especialmente em casos envolvendo menores de idade.

A diretora da organização jurídica Cubalex, Laritza Diversent, afirmou que a decisão contraria normas nacionais e internacionais. “O uso da prisão preventiva nesse caso viola princípios básicos de proteção à criança e ao adolescente”, declarou, destacando que medidas alternativas deveriam ser priorizadas.

Outro ponto levantado foi a transferência do adolescente para a prisão de Prisão de Canaleta sem comunicação oficial à família. Os parentes informaram que só descobriram o local após contato direto do jovem, o que gerou questionamentos sobre transparência no processo.

Desde então, a comunicação com Jonathan tem sido limitada, dificultando o acompanhamento de sua condição. Familiares e entidades também expressaram preocupação com sua saúde, já que ele possui uma condição dermatológica que exige tratamento contínuo. Segundo relatos, a falta de cuidados médicos adequados pode agravar seu estado.

Organizações cristãs e de direitos humanos alertam que a ausência de assistência médica a um menor sob custódia pode configurar tratamento inadequado.

A família Muir Burgos relata histórico de perseguição ao longo de mais de uma década, incluindo detenções, ameaças, restrições ao funcionamento da igreja e vigilância constante. O governo cubano não reconhece oficialmente a igreja liderada pela família, o que, segundo relatos, facilita ações de monitoramento.

Um relatório de 2023 da organização Prisoners Defenders classificou a família como “ideologicamente perigosa” para a Segurança do Estado. O documento também aponta que a igreja perdeu dezenas de membros ao longo dos anos devido à pressão e ao temor de represálias.

A organização Portas Abertas acompanha o caso. Sofía Díaz afirmou que a situação representa uma violação grave de direitos. “Este episódio reflete restrições à liberdade religiosa, limitações à liberdade de expressão e punição por participação em protestos pacíficos. O caso de Jonathan exige uma resposta clara”, declarou.

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