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22 de maio de 2026
Autoridades chinesas demoliram nesta semana a Igreja Yazhong, uma congregação protestante não registrada localizada em Wenzhou, na província de Zhejiang, região conhecida como “Jerusalém da China” pela forte presença cristã. A ação ocorreu poucos dias após reuniões diplomáticas envolvendo autoridades dos Estados Unidos e do governo chinês em Pequim, nas quais também foram discutidos temas ligados à liberdade religiosa.
Segundo relatos divulgados pela ChinaAid, a igreja estava sob forte pressão das autoridades desde o fim do ano passado. Em dezembro, 103 membros da congregação foram presos durante uma operação realizada antes do amanhecer, quando agentes assumiram o controle do prédio.
As equipes de demolição começaram os trabalhos no dia 18 de maio, utilizando máquinas pesadas para destruir a estrutura de vários andares. Na manhã do dia 19, o templo já havia sido reduzido a escombros.
Durante a operação, mais quatro integrantes da igreja foram detidos, entre eles um fiel identificado como You Ci’en. Segundo fontes locais ouvidas pela ChinaAid, os familiares dos presos receberam ordens oficiais para não comentar o caso publicamente.
Moradores e testemunhas afirmaram que a região foi isolada semanas antes da demolição. Postos de controle e sistemas de vigilância foram instalados a cerca de um quilômetro do local para impedir acesso não autorizado. A cruz do templo também teria sido coberta com um pano preto antes do início da destruição.
A campanha contra a igreja ocorre em meio ao aumento das restrições religiosas na região de Taishun, segundo organizações que acompanham a liberdade religiosa na China. Relatórios apontam monitoramento constante, fechamento de empresas ligadas a membros da congregação e controle rigoroso de informações.
O presidente da ChinaAid, Bob Fu, afirmou que a repressão contra cristãos independentes tem se intensificado no país.
“Mais do que a perda de um prédio da igreja, lamento a forma como o PCC reprimiu esta área conhecida por seus cristãos fiéis e os oprimiu cada vez mais a cada dia”, declarou.
O conflito entre a igreja e as autoridades teria se agravado após membros da congregação resistirem a uma determinação do governo para instalar a bandeira nacional chinesa dentro do santuário. Fiéis afirmaram considerar a medida uma violação da santidade do espaço de culto.
Segundo relatos, em junho de 2025 funcionários do governo entraram à força no terreno da igreja, demoliram parte do muro externo e instalaram um mastro para a bandeira chinesa, o que provocou protestos dos membros da congregação.
A Igreja Yazhong é ligada ao movimento da “Igreja Local”, tradição cristã associada ao pregador chinês Watchman Nee. Por décadas, a congregação manteve funcionamento independente das estruturas religiosas controladas pelo Estado chinês.
Na China, apenas igrejas vinculadas ao Movimento Patriótico das Três Autonomias possuem reconhecimento oficial do governo.
“Qualquer igreja cristã que se recuse a submeter-se ao poder do Estado, mesmo esta, sem qualquer envolvimento político, o Partido Comunista Chinês sente que tem de silenciá-la e até destruí-la”, afirmou Bob Fu.
Fontes locais também relataram forte controle policial sobre celulares e equipamentos eletrônicos durante a demolição. Pessoas que tentavam registrar imagens ou vídeos do local teriam sido abordadas, removidas da área ou detidas.
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