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Influência da IA preocupa 60% dos fiéis, revela pesquisa

27 de abril de 2026

Uma pesquisa conduzida pela Lifeway Research aponta que três em cada cinco frequentadores de igrejas protestantes nos Estados Unidos demonstram preocupação com a influência da inteligência artificial no cristianismo. O levantamento revela divisão entre os fiéis quanto ao uso da tecnologia por pastores na preparação de sermões.

O estudo indica que 61% dos entrevistados expressam algum nível de preocupação com o impacto da inteligência artificial na fé cristã, incluindo 67% entre evangélicos e 55% entre não evangélicos. O diretor executivo da Lifeway Research, Scott McConnell, afirmou que a cautela diante da tecnologia é uma reação comum. “A cautela é uma reação instintiva a coisas novas, e pastores e fiéis compartilham algumas preocupações em relação à IA”, declarou.

A pesquisa foi baseada em dois levantamentos realizados em setembro de 2025. Um deles ouviu 1.003 pastores protestantes por telefone, com margem de erro de 3,3 pontos percentuais. O outro entrevistou 1.200 frequentadores de igrejas pela internet, com margem de erro de 3,2 pontos percentuais.

Entre os fiéis, 44% afirmaram não ver problema no uso de inteligência artificial na preparação de sermões, enquanto 43% se opõem, sendo 24% de forma mais enfática. Outros 13% disseram não ter opinião formada. Frequentadores menos assíduos e não evangélicos demonstraram maior aceitação ao uso da tecnologia.

As opiniões também se dividem quanto à abordagem do tema nos púlpitos. Cerca de 42% consideram útil ouvir sermões que apliquem princípios bíblicos à inteligência artificial, enquanto 43% discordam. Fiéis mais jovens se mostram mais abertos à discussão, especialmente aqueles entre 18 e 49 anos.

Entre as denominações, presbiterianos e reformados apresentam maior nível de preocupação, com 64%, seguidos por batistas, com 62%. Metodistas registram menor índice, com 48%. Homens e frequentadores menos regulares tendem a demonstrar menor preocupação em comparação a mulheres e participantes assíduos.

Entre os pastores, o uso da inteligência artificial ainda é limitado. Apenas 10% se identificam como usuários frequentes, enquanto 32% afirmam estar testando a tecnologia. Outros 18% aguardam mais evidências de utilidade, 18% evitam o uso e 20% dizem ignorar a ferramenta.

Scott McConnell afirmou que a adoção da tecnologia segue um padrão gradual. “A IA está presente em muitas ferramentas que usamos diariamente, então alguns pastores podem estar usando tecnologia de IA sem nem mesmo saber”, disse.

O levantamento aponta que pastores mais jovens, com maior escolaridade, residentes em áreas urbanas e à frente de igrejas maiores são mais propensos a utilizar ou testar a tecnologia. Já líderes com 65 anos ou mais e aqueles em áreas rurais demonstram menor adesão.

Diferenças também aparecem entre denominações. Pastores luteranos e batistas estão entre os mais resistentes, enquanto líderes da Igreja da Santidade apresentam maior abertura ao uso da inteligência artificial.

Apesar das diferenças, a maioria dos pastores relatou preocupações. Entre elas, 84% apontaram risco de erros no conteúdo gerado por IA, 81% destacaram dificuldade em garantir fontes confiáveis e 76% mencionaram possíveis vieses nos sistemas.

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