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29 de maio de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas globais. A declaração foi feita um dia após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, confirmar a adoção das sanções em Washington.
Durante um evento oficial, Lula afirmou estar “muito triste” com a medida anunciada pelos Estados Unidos. Segundo o presidente, as facções criminosas representam uma ameaça grave para as comunidades brasileiras, mas não se enquadrariam no mesmo perfil de grupos terroristas internacionais monitorados pelo governo norte-americano.
“Esse tal de Comando Vermelho e PCC são terroristas para as comunidades brasileiras, eles roubam o direito de viver livremente”, declarou o presidente. Em seguida, Lula afirmou que o combate às organizações criminosas deve ser conduzido pelas autoridades brasileiras dentro do país. “Nós vamos combatê-los aqui dentro”, acrescentou.
Ao comentar a decisão norte-americana, Lula também afirmou que os grupos criminosos brasileiros diferem de organizações terroristas internacionais historicamente combatidas pelos Estados Unidos. Durante o discurso, ele citou Osama Bin Laden, morto em 2011 em uma operação conduzida pelas forças norte-americanas.
Após as declarações do presidente, o comentarista político Leandro Ruschel reagiu nas redes sociais. Em publicação no X, ele afirmou que a medida adotada pelos Estados Unidos pode ampliar a identificação de pessoas que, segundo ele, atuam na defesa de criminosos no Brasil.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que a nova classificação jurídica permitirá ampliar sanções financeiras e mecanismos de combate internacional ao narcotráfico. Segundo o comunicado oficial, as facções brasileiras possuem atuação transnacional e mantêm atividades que alcançam também o território norte-americano.
O governo dos Estados Unidos informou que a medida entrará em vigor em 5 de junho. Marco Rubio declarou que a administração norte-americana pretende utilizar “todas as ferramentas administrativas disponíveis” para atingir financeiramente as organizações criminosas.
O anúncio ocorreu após reuniões realizadas em Washington entre autoridades norte-americanas e o senador Flávio Bolsonaro. Segundo relatos divulgados anteriormente, o parlamentar conversou com o presidente Donald Trump sobre o enquadramento das facções brasileiras como organizações terroristas.
Flávio também participou de encontros com o vice-presidente J.D. Vance e com Marco Rubio para discutir temas relacionados à segurança pública e ao combate ao crime organizado.
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