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8 de maio de 2026
O pastor aposentado Clive Johnston foi considerado culpado por violar a chamada “zona de acesso seguro” de uma clínica de aborto após pregar um sermão baseado em João 3.16 nas proximidades do Hospital Causeway, em Coleraine.
A decisão foi anunciada na quinta-feira, 7 de maio, durante audiência no Tribunal de Magistrados de Coleraine. Aos 78 anos, Johnston foi condenado por duas acusações relacionadas à Lei de Serviços de Aborto (Zonas de Acesso Seguro), após participar de um culto ao ar livre realizado em julho de 2024.
Segundo o Christian Institute, que acompanha o caso, o pastor poderá ter o episódio registrado em seus antecedentes criminais e também poderá receber multas de milhares de libras.
Clive Johnston é ex-presidente da Associação das Igrejas Batistas da Irlanda e avalia apresentar recurso contra a decisão judicial. Após o veredicto, ele declarou que não assediou ninguém e classificou a condenação como “um dia sombrio para a liberdade cristã”.
“Realizamos um pequeno culto ao ar livre em um domingo, perto de um hospital. Não fizemos qualquer menção à questão do aborto. No entanto, a lei das zonas de segurança é tão abrangente que realizar um culto de domingo foi considerado crime. E aos 78 anos de idade, me vejo, pela primeira vez, condenado por um crime”, afirmou o pastor.
Ele também declarou: “Se alguém está causando problemas, incitando violência, assediando ou atacando verbalmente pessoas, então, sem dúvida, essa pessoa deve ser processada. Mas eu não estava fazendo nada disso, como mostra o vídeo da polícia e como todos os envolvidos neste caso reconhecem”.
João 3.16, versículo utilizado na pregação, afirma: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Antes da audiência, Simon Calvert comentou o caso e afirmou que João 3.16 “é um versículo maravilhoso e famoso, e todos sabem que não diz nada sobre aborto”.
De acordo com informações do portal The Christian Post, Calvert acusou a polícia e o Ministério Público de “ultrapassarem os limites” e declarou que pregar o Evangelho não deve ser confundido com manifestação contra o aborto.
“Temos uma liberdade incrível neste país para compartilhar a mensagem cristã. É por isso que assumimos este caso”, afirmou Calvert.
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