RÁDIO FÉ EM AÇÃO
A melhor programação gospel do seu radio
stdClass Object
(
[heading] => Notícias
[fonte] => gospel_prime
[categoria] => noticias_gospel
[hidden_link] => https://www.gospelprime.com.br/noticias-gospel/
)
22 de maio de 2026
Um homem que se apresentava como “profeta” e líder religioso nos Estados Unidos foi acusado de tráfico sexual, trabalho forçado e exploração de membros de sua igreja em Orange, no estado de Nova Jersey. Treva Edwards, de 61 anos, enfrenta duas acusações de tráfico sexual mediante força, fraude ou coerção, além de três acusações ligadas a trabalho forçado e conspiração.
Segundo o Gabinete do Procurador dos Estados Unidos para o Distrito de Nova Jersey, a esposa dele, Christine Edwards, de 64 anos, também foi denunciada por conspiração para cometer trabalho forçado.
As autoridades afirmam que o casal liderava a igreja “Jesus é o Senhor pelo Espírito Santo” e recrutava pessoas em situação de vulnerabilidade financeira e familiar entre 2010 e 2025. De acordo com a acusação, Treva Edwards convencia os membros de que possuía comunicação direta com Deus e dizia que desobedecê-lo poderia resultar em punições espirituais, emocionais, físicas e financeiras.
O procurador federal Robert Frazer afirmou que o líder religioso teria usado a fé e o medo para controlar as vítimas.
“Treva Edwards supostamente explorou a fé, o medo e a coerção para controlar vítimas vulneráveis em seu próprio benefício. Conforme alegado na acusação complementar, Edwards manipulou membros de sua igreja para que realizassem trabalho não remunerado e submeteu as vítimas a abusos físicos, emocionais, espirituais e sexuais sob o pretexto de autoridade religiosa”, declarou.
Segundo a investigação, os membros da igreja eram enviados para realizar trabalhos braçais em imóveis residenciais e comerciais da região de Orange. Os contratos teriam sido obtidos pelo casal, mas os trabalhadores não recebiam salário.
Os promotores afirmam ainda que os líderes impunham regras rígidas sobre alimentação, sono, horários de oração e trabalho. As vítimas também teriam sido isoladas do contato externo e monitoradas constantemente.
“Os Edwards instituíram e impuseram regras rígidas sobre quando e se as vítimas podiam comer ou dormir, quando e por quanto tempo deveriam orar e trabalhar, e se podiam falar com pessoas de fora da igreja ou sair do prédio”, informou o gabinete do procurador.
A acusação também aponta episódios de abuso físico e sexual. Segundo os investigadores, Treva Edwards teria forçado uma seguidora a manter relações sexuais sob a alegação de que isso impediria o desenvolvimento de doenças mentais. Outra mulher teria sido orientada por ele a interromper uma gravidez.
As autoridades afirmam que o líder religioso ameaçava as vítimas com perda de moradia, fome, danos à reputação e punição espiritual caso deixassem de obedecer às ordens, conforme informações do The Christian Post.
A melhor programação gospel do seu radio