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29 de maio de 2026
O pastor aposentado Clive Johnston anunciou que pretende recorrer da condenação recebida após pregar próximo ao Hospital Causeway, em Coleraine, na Irlanda do Norte. Ele foi considerado culpado neste mês por violar a Lei de Serviços de Aborto relacionada às chamadas “zonas de acesso seguro”.
Segundo as autoridades, Johnston realizou sermões ao ar livre a menos de 100 metros do hospital em 2024. Durante uma das ministrações, policiais o abordaram e informaram que ele deveria continuar suas atividades religiosas em um espaço considerado “seguro”, como uma capelania.
O pastor foi condenado por duas acusações ligadas à legislação sobre áreas de proteção em torno de clínicas e hospitais que realizam procedimentos de aborto. A Justiça aplicou multa de 450 libras esterlinas, equivalente a cerca de US$ 604.
De acordo com Johnston, a mensagem pregada naquele dia era baseada em João 3:16 e não fazia referência ao aborto. “Eu não estava protestando contra o aborto. Eu estava pregando o Evangelho pacificamente, lendo a Bíblia e apontando às pessoas a esperança encontrada em Jesus Cristo”, declarou.
Ao comentar a decisão judicial, o pastor afirmou que o caso estabelece um precedente preocupante para a liberdade religiosa e a liberdade de expressão no Reino Unido. “Se essa condenação for mantida, sinalizará que o testemunho cristão básico e as expressões públicas de fé podem ser criminalizadas simplesmente por ocorrerem no local errado”, disse.
O caso está sendo acompanhado pelo Instituto Cristão, que presta apoio jurídico ao pastor. A entidade afirmou que a decisão representa uma ameaça às liberdades fundamentais no país.
O vice-diretor da organização, Simon Calvert, declarou que o caso não envolvia intimidação ou assédio. Segundo ele, a discussão central é se o Estado pode criminalizar manifestações pacíficas da fé cristã em locais públicos sob leis relacionadas às zonas de proteção ao aborto.
“As implicações desta decisão vão muito além de um único pastor na Irlanda do Norte. Se autoridades públicas podem processar alguém por ler a Bíblia e pregar sobre o amor de Deus, então liberdades fundamentais estão em risco”, afirmou Calvert.
O caso repercutiu internacionalmente. O Departamento de Estado dos Estados Unidos já havia manifestado preocupação com episódios semelhantes, classificando-os como possíveis violações de direitos fundamentais e um afastamento de valores historicamente compartilhados entre Estados Unidos e Reino Unido.
O evangelista Franklin Graham também comentou o caso. “O pastor Johnston nem sequer mencionou o aborto; ele apenas pregou o Evangelho em um espaço público”, afirmou, expressando apoio ao recurso apresentado pela defesa.
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