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13 de maio de 2026
A cantora gospel Vanilda Bordieri compartilhou nas redes sociais um relato sobre abuso sexual sofrido aos 16 anos dentro do ambiente religioso. A publicação ocorreu em meio às discussões levantadas após declarações da pastora Helena Raquel nos Gideões Missionários e reacendeu debates sobre acolhimento de vítimas e silêncio em casos de abuso no meio cristão.
Segundo Vanilda, o episódio aconteceu quando ela integrava um grupo de louvor em Sorocaba, no interior de São Paulo. A cantora afirmou que pessoas ligadas ao ministério insistiam para que ela se relacionasse com um presbítero recém-separado, apesar de sua resistência.
Ela relatou que foi levada para um sítio com o homem e afirmou ter sofrido abuso no local. De acordo com a cantora, após o ocorrido ela permaneceu dias sem conseguir retornar para casa.
“Essa pessoa que abusou de mim, quando eu tinha 16 anos, era um presbítero da igreja. Me abandonou em um sítio que eu não sabia como voltar embora. Eu fiquei uma semana jogada naquele lugar, sem saber como sair. Só chorava. Meu irmão foi me buscar quando descobriu onde eu estava”, declarou no vídeo publicado em sua conta no Instagram.
Vanilda também afirmou que, após o episódio, foi orientada a permanecer em silêncio. Segundo ela, mulheres ligadas à igreja diziam que ela não deveria comentar o assunto com outras pessoas.
“Eles foram me instruindo que eu não podia falar nada para ninguém. Mulheres de obreiros chegavam para mim e diziam: ‘Você tem que ficar quieta’. Eu era uma menina de 16 anos e não entendia o que estava acontecendo comigo”, afirmou.
A cantora declarou ainda que se sentiu culpabilizada pela situação enquanto o presbítero permaneceu exercendo funções na igreja.
“O pastor disse diante da igreja que eu tinha que ser excluída porque eu não era mais virgem e que eu queria derrubar os obreiros. Eu me senti um lixo jogado fora. O abusador manteve o cargo e eu fui silenciada”, relatou.
Ao compartilhar o testemunho, Vanilda afirmou que decidiu falar publicamente sobre o assunto para encorajar outras vítimas a procurarem ajuda e romperem o silêncio.
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